quarta-feira, 14 de junho de 2017

Eu acredito e depois?

As pessoas tem medo de falar de religião, como se dizer "eu acredito em Deus" nos tornasse imediatamente um bando de fanáticos religiosos ou um bando de gente maluca.
Porquê? Em que momento do mundo se tornou "perigoso" assumir aquilo em que acreditamos? Em que momento se tornou mais "cool" negar as suas crenças do que assumir publicamente que acreditamos em Deus?

Eu acredito em Deus, eu acredito que ele caminha ao meu lado em todos os momentos da minha vida, eu acredito que ele me ampara as quedas e me dá a mão nos momentos em que preciso de me levantar, eu acredito inclusive naquela fábula em que ele nos pega ao colo quando não conseguimos mais andar.
E isso torna-me louca? Descompensada? Menos credível aos olhos de alguém?

Eu rezo todas as noites antes de adormecer, eu acredito em anjos da guarda, em planos espirituais, em vidas passadas, em reencarnação. E depois? Porque é que não devia acreditar se isto faz sentido para mim?

Eu acredito em ser gentil para os outros, em dar sempre o melhor de mim, em reagir com amor mesmo quando do outro lado não é isso que estou a receber.
Eu acredito em não deixar que o comportamento do outro determine o meu comportamento, em espalhar amor, alegria e felicidade em todos os lugares onde vou.
Porque para mim Deus é amor e a missão que ele nos deu foi a de amarmos os outros, foi a de sermos felizes, foi a de respeitarmos os outros independentemente das suas crenças.
Então se é nisto que eu acredito porque não posso falar? Porque tenho que ter medo dos rótulos de alguém que simplesmente não entende aquilo que sou, que penso ou que faço?

Eu não sinto necessidade de falar de 5 em 5 minutos que acredito em Deus e que ele guia a minha vida mas se outra pessoa sente porque é que havemos de julgar? Porque é que ela é menos normal do que eu ou qualquer outra pessoa, se a normalidade nem sequer existe?

Então sejam aquilo que quiserem ser desde que sejam sempre o melhor de vocês mesmos, acreditem - ou deixem de acreditar - naquilo que quiserem mas respeitem o outro sem terem necessidade de lhe colocar rótulos ou de se acharem melhor do que ninguém.
Eu não sou melhor do que um ateu nem o ateu é melhor do que eu, deixemos-nos de hipocrisias, se Deus é amor como podemos disseminar a confusão em vez de aceitar que cada pessoa é diferente e acredita em coisas diferentes?

A melhor forma de honrarem aquilo em que acreditam é espalhando o amor, mesmo que alguém vos ache muito louca ou numa vibe muito alternativa. O que importa é que vocês façam sempre o que o vosso coração vos mandar.
Eu sou feliz a acreditar em Deus, sejam felizes também (acreditando ou não).



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Só agradece!

Quantas vezes por dia páras para agradecer aquilo que tens?
Quantas vezes agradeces a oportunidade de acordar mais um dia e continuar a lutar pelos teus sonhos?
Quantas vezes agradeces a saúde, a família, os amigos, o emprego, ou qualquer outra coisa boa que exista na tua vida?

Perdemos tanto tempo a reclamar deste mundo e do outro e tão pouco a agradecer aquilo que Deus  nos dá.
Porquê?
Porque é que é mais fácil reclamar do transito em vez de agradecer o carro?
Porque é que é mais fácil reclamar do frio em vez de agradecer a roupa?
Porque é que é mais fácil reclamar da doença em vez de agradecer a possibilidade de termos como nos tratarmos?
Porque é que é mais fácil reclamar com alguém por algo que fez mal do que agradecer pelas milhares de coisas que já fez bem?

Porque é que preferimos sempre ver o lado mau das coisas em vez de nos focarmos nas coisas boas e nos limitarmos a agradecer por elas?
Gratidão gera gratidão e o universo devolve aquilo que lhe enviamos, então se estamos sempre a enviar-lhe energia negativa com as reclamações que fazemos ao longo do dia, como podemos esperar que ele nos retribua com coisas boas?

Olha à tua volta, descobre as milhares de coisas que merecem ser agradecidas e agradece. Mas agradece de verdade, não porque fica bem ou é algo automático em ti, pára e olha à tua volta, agradece as pessoas que a vida te deu, agradece a oportunidade de veres o sol, agradece o simples facto de teres acordado.

Hoje é dia de reclamar menos e agradecer mais.

Lembra-te, o Universo dá-te o que tu lhe dás a ele, então: só agradece!





sexta-feira, 9 de junho de 2017

Porquê a mim?

- "Porquê eu? Porquê a mim?

Esta é provavelmente a frase que mais se diz quando alguma coisa dá errado na vida:
- "porquê a mim que sou tão boa pessoa",
- "porquê a mim que tento sempre dar o meu melhor",
- "porquê a mim com tanta gente que há no mundo".

E se eu disser que estás a ver a vida pelo lado errado? Sejamos sinceros, porque é que não devia acontecer? Porque é que só as outras pessoas no mundo "merecem" coisas más? Porque é que se existe tanta gente a passar por adversidades na vida, o mesmo não pode acontecer contigo? Porque é que és diferente e devias escapar ilesa à (i)lógica do universo?

Quando alguma coisa má acontece tens duas opções, tornar-te uma vitima da tua vida e dizer "porquê a mim?", chorar, barafustar, maldizer o mundo e tudo mais ou arregaçar as mangas e dizer "ok, a situação é má mas o que é que eu posso fazer para a resolver?" e ir à luta.
A situação é exactamente a mesma, a diferença é o papel que tu decides ter nela, se tu te queres encarar como vitima ou apenas como uma pessoa a quem coisas más acontecem e temos que lidar com elas e bola para a frente.

Não podes apenas agarrar-te às coisas más, não podes apenas ver o lado mau da vida, e as coisas boas que te acontecem? Não merecem o teu olhar? Sim, eu sei que é mais fácil fazer o papel de coitadinha e deixar que a corrente da vida te arraste mas sabes essa não é a tua única opção?
 Tu não precisas que a vida te arraste, tu podes levantar-te e decidir caminhar com os teus próprios pés, tu podes ver as coisas más apenas como coisas más e não como o fim da tua vida, tu podes passar a olhar para a tua vida como um todo e ver que paralelamente às coisas más existem coisas boas, só depende do ângulo pelo qual escolhes olhar para a tua vida.

Então de que lado preferes estar?
Preferes ser vitima da tua vida com os "porquê a mim?" ou encarar a vida pronta para qualquer luta com um "Porque não a mim?".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Longe?

E não importa se está uma multidão à tua volta, só tu és importante, só tu és visível aos meus olhos...
Não importa se todos falam, eu só oiço a tua voz...
E quando sorris, é como se o mundo parasse...
Quando me abraças, quando me olhas, quando me tocas, eu juro que é perfeito... Tão perfeito...
E quando estás longe e a saudade vem, eu fecho os olhos e relembro o teu olhar e eu juro.. juro que te consigo sentir..

Tão longe, tão perto...


30-04-2009


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Tudo é possível...

É tudo possível!
Tudo o que sonhares podes fazer, tudo o que quiseres podes conquistar, tudo o que planeares consegues realizar.
Não há impossíveis é tudo uma questão de acreditares em ti, no teu valor e de lutares.
Nada cai do céu além da chuva!

Não te adianta de nada ficares a invejar as vidas perfeitas dos outros, ou as suas conquistas, ou até a imaginar como seria tudo tão mais fácil se tivesses nascido rica.

A verdade é que (salvo em raros casos) Deus te deu duas mãos, duas pernas e um cérebro e isso tem um motivo, se consegues sonhar, consegues realizar.
O tempo que perdes a lamentar a tua falta de sorte poderia ser usado a aprimorar as tuas capacidades, a descobrir os teus talentos, a decidires aquilo que realmente queres fazer e o que é que realmente te faz feliz.
Não adianta de nada seguires o rebanho se o rebanho te vai deixar infeliz, tens de fazer algo que te dê prazer independentemente do que os outros digam ou pensam.

Então pára de te lamentar, pára de achar que a vida dos outros é mais perfeita do que a tua, que eles tem "muita sorte nesta vida", porque querida deixa-me dizer-te: a sorte conquista-se.

Então vá lá, define as tuas metas, traça os teus planos e mãos à obra.

É tudo possível, desde que faças por isso!


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Deixem as crianças serem crianças!

Deixem as crianças brincar com bonecos, saltar à corda, jogar à bola.
Ensinem-nas a jogar ao elástico, ao galo e ao pião.

Digam-lhes para convidar as amiguinhas e façam "colégios" de nenucos em casa, deixem-nas espalhar os brinquedos pela sala (ensinem a arrumar no fim da brincadeira). Saibam os nomes dos amigos dos vossos filhos.

Joguem à macaca, levem-nas ao parque infantil.
Deixem-nas trepar as árvores, esfolar os joelhos, brincar na lama.

Jantem ao mesmo tempo que eles, perguntem-lhes como foi o dia, ajudem-nos a fazer os trabalhos de casa, transformem a hora do banho numa altura de festa.

Contem histórias para dormir, dêem-lhes beijos de boa noite,  aconcheguem-lhes os lençóis, desejem sonhos cor de rosa, azuis, verdes e das cores do arco íris.

Deixem as crianças serem crianças, sem estarem horas enfiadas em frente à televisão para que os pais possam descansar, sem lhes enfiar um tablet na mão para que os pais possam responder às mensagens, sem os mandar calar porque estão ao telefone, sem os fazerem jantar sozinhos porque ainda há tantas tarefas por fazer, sem os confinarem a brincar apenas no quarto porque o resto da casa não é para desarrumar.

Elas crescem tão rápido, vão ter tanto tempo para ser adultos e terem "problemas de crescidos", esta é suposto ser a altura mais feliz da vida deles, onde podem ser despreocupados, sem pensarem nos dramas do mundo.
Então deixem os vossos filhos serem crianças, sejam crianças com os vossos filhos!


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fazes-me falta...

Que falta é esta que me fazes e que chega a doer na carne como se fosse uma ferida real?
Que falta é esta que me faz ver o teu rosto em todos os rostos que por mim passam, sentir o teu cheiro em todos os perfumes do mundo, ouvir a tua voz mesmo quando apenas o silêncio me rodeia?
Que falta é esta que me faz pensar em ti mesmo quando tento não pensar em nada?
Que falta é esta que me sufoca a alma, me aperta o peito, me rouba o ar e o sossego?
Que falta é esta que me faz esquecer de quem eu sou apenas para me lembrar de quem tu és?
Que falta é esta que faz o meu corpo desejar o teu abraço como se de um cobertor contra o frio se tratasse?
Que falta é esta que transforma todos os outros em nada só porque eles não são e nunca serão como tu?

Como é possível que estando tão ausente estejas tão presente em mim?
Como é possível que todos os cheiros sejam o teu, todas as vozes sejam a tua mas que nenhum toque, nenhum olhar, nenhum sorriso se compare ao teu?

Fazes-me falta, fazes-me mesmo muita falta...